O nome do meu novo amigo


Olá amigos! Tudo bem? Bem, outro dia contei resumidamente como foram os meus dias com o meu primeiro e único cachorro de estimação. Tentarei a medida do possível, toda semana relatar aqui em meu blog, escrever as minhas lembranças ao lado dele.

Então, espero que gostem da história de hoje que é como foi escolhido: O nome de meu novo amigo. Boa leitura!

No caminho para casa, fui pensando em como ia chamar o cachorrinho. O tio sugeriu: “chame-o de Chico Tripa!” Olhei para o cachorrinho e perguntei: “Você gosta desse nome, Chico Tripa?” O bichinho com um olhar tristonho e chorando parecia reprovar aquela sugestão irônica dada pelo ‘Ruinzão’. E fui pensando e falando com ele no caminho, “o que você acha de Ralf? Muito comum né? Você deve conhecer um monte de cachorros chamados de Ralf por aí, não é verdade? Então, que tal Jaspion? Era um super herói japonês, gostou de Jaspion? Hum? E, aí? Pode ser? hum... Acho que não, está muito inquieto.

O animalzinho saçaricava em meu colo querendo fugir, eu o apertei entre minhas pernas, e disse: “sossega rapazinho, não quero machucar você”, e o danadinho mais fazia força.

Ao chegar em casa o coloquei para dentro do quintal e fechei o portão, a minha mãe o olhou e disse: “mas de onde veio essa marmota?” O bichinho realmente não era um dos mais lindos do mundo, mas também não era um dos mais feios. “mãe eu achei ele no caminho, e fiquei com vontade de trazê-lo, ele estava sozinho”.  Mamãe voltou o olhar para ele e nesse momento eu já esta com ele em meu colo, pois o preparava para o banho. “Esse bicho, ta com lepra!” disse ela, “sim mãe, eu sei. Mas, a partir de agora, eu vou cuidar dele mãe, vou cuida muito bem dele.” Minha mãe apenas sorriu e foi para  dentro de casa. E, eu o levei para dentro do tanque que já estava transbordando com águas cristalina, pura e sem cloro do poço que havia em nosso quintal.

Enquanto dava banho nele, eu argumentava com ele sobre um possível nome. Pensei em chamá-lo de Aristóteles. Mas, achei extenso de mais, imaginem ter quer gritar: “Aristóteles!” O ar ia ir todo embora e certamente, ele ganharia um diminutivo: “Tóte” ou “Teles”.  E ele arregalou aqueles olhos castanhos claros, que se destacou pela parte branca, como um sinal de reprovação.  Logo, este nome foi desconsiderado.

Eu ensaboei o cara todinho e, o esfregava muito bem, lembro que, quando o enxaguava, a água saia preta de tanto sujeira. Acho que o tempo que ele tinha de vida, era o tempo que não tomava um banho. Os pelos que ele tinha da cor branca em seu corpinho, estavam cinzentos de tanta sujeira. Os que eram cinzas, pareciam mais cor de carvão. Definitivamente, o cara estava sujo e relutava contra a limpeza.

 Pessoal, imaginem um cachorro que deu um trabalho danado, só por não querer aceitar um banho.  Amigos, leitores, foi terrível!  O carinha fazia uma força monstruosa para fugir. Gente do céu! O safadinho do filhote me deu maior suador. Pois, é! Reflitam Rio de Janeiro, um calorão daqueles e, eu tendo que exercer uma força maior do que a dele  para mantê-lo dentro do tanque.

 Enquanto eu estava com ele nesse embate, vieram várias sugestões de nomes: Mequetrefe, (sugerido por meu tio Cláudio), Lobinho (esse até achei legal, pois ele realmente lembrava um lobo ou uma espécie de cachorro do mato, e eu até cheguei a tratá-lo assim por alguns minutos. Mas, logo percebi que não combinava muito com o perfil que ele já demonstrava. Aí alguém disse, “chame-o de Toquinho”. Porém, ele não ia ser pequeno para sempre. E  o  meu tio Afonso, que é um grande entendedor de raças de cachorros,  disse que ele iria ser um cachorro grande. Meu tio falou, e eu acreditei! Como não acreditaria? Meu tio já tinha tido quase todas as raças de cachorro.

Ao finalizar o banho, depois que ele parou de desbotar sujeira, levantei ele no alto, e o segurei por alguns segundos, enquanto a água escorria, o firmei sobre o tanque, e sequei o espertinho com um paninho.  Com ele em meu colo, fui para o gramado da casa ao lado.

A casa era praticamente, abandonada. O dono aparecia de três ou em até seis meses e, isso quando aparecia. 

Meus amigos leitores, e foi ali, nesse gramado, que dei o nome ao meu novo amigo.

Enquanto ele se esfregava e rolava pela grama buscando se secar, volvi os meus pensamentos aos personagens bíblicos, o primeiro nome que veio a mente foi “Gideão”. Mas, percebi que ficou muito pesado. Vieram outros nomes, enquanto ele corria e se jogava no gramado, ou enquanto tentava morder o próprio rabo.

Eu estava agachado e distraído e ele, já entendendo que eu era e que ele era o meu melhor amigo, veio correndo e pulou no meu colo. Na minha distração e desequilíbrio, me pegou de surpresa e derrubou. Eu cai de costas no gramado, e ele em cima de mim. Foi nesse momento que lembrei a força brutal, que ele fez para fugir de mim, no carro e também na hora do banho. Então, decidi chamá-lo de: Sansão! E creio q ele gostou, pois logo deu um latido. (continuará)...

Poesias & Crônicas de Márcio Nato