O caso do Prefeito Frutinha e do Governador Lixa

Olá! Sou o detetive, Olho Vivo.

Essa história que vou contar é um tanto, quanto, esquisita...


Era 18 de maio de 1959, eu já estava prestes a findar o expediente em meu escritório, quando do nada, por volta das 22h35min, daquela noite, aparecem dos caras com caras de idiotas.

O primeiro trajava terno escuro e uma gravata rosa ridícula! O segundo usava um terno de cor alaranjada escura, com uma gravata borboleta cor roxa, dava para perceber que era um perfeito sem noção, sem qualquer conhecimento de como se vestir corretamente.

Não que eu fosse um expert, mas eu jamais sairia às ruas trajando as roupas que aqueles dois indivíduos usavam...

O primeiro se identificou como, "Leotário Fruta" e disse que era mais conhecido como: "O Prefeito Frutinha". Já a outra figura esquizofrênica, disse que se chamava: "Anacleto Lixadura", falou que era chamado de: "Governador Lixa".
Ambos traziam em suas testas a seguinte descrição: "Somos dois idiotas"!
Perguntei em que poderia auxiliá-los...  O primeiro afobado, disse que queria uma investigação para descobrir quem era o X-9 que “dedava” todos os seus planos para a oposição. Ele era o prefeito da cidade e "Corruptiba".

O outro queria que eu descobrisse, quem é que vazava as informações de sua péssima gestão de governo para imprensa. Por mais que ele investisse em publicidades, nunca era o suficiente para tapar suas horrorosas habilidades administrativas para com o governo do Estado de "Trambiquenópolis".

Olhei para aquelas duas figuras ridículas e patéticas, e disse: "Ouçam bem, vocês são aqueles dois imbecis que fingiram uma briga no período eleitoral, certo?", mais que depressa os idiotas responderam: "Sim, autoridade!".

Cocei o meu bigode, olhei para os vermes e disse: "Não precisam puxar meu saco, sempre soube que vocês dois estavam de trâmites. Mas Frutinha... Você é mais burro do que eu pensava". Quando disse isso, Frutinha arregalou os olhos, já o Lixa colocava a mão na boca e ria do parceiro debiloide.  Antes que ele me perguntasse o porquê de ser um asno por completo, expliquei: "Você assumiu a Cidade Corruptiba e, nem mudou as pessoas que o seu antecessor deixou nos cargos, o que você queria?".

Eu mal acabava de explicar o problema do Frutinha, e a toupeira do Lixa, já me enchia . "E eu?", dizia ele igual um mongoloide, "E o meu caso?".

Olhei para aquele bobalhão metido a playboy e de péssimo gosto de moda e respondi: "O seu caso, Anacleto Lixadura, é mais complicado que o dele. O Frutinha já está provando por A mais B que é um tonto, mas você é 100 vezes pior que ele".
  
As duas maricas se abraçaram e sassaricavam feito duas marmotas. Então, eu disse: "Vamos, parem de boiolagem no meu escritório!".

Lixa parecendo uma maricota,  perguntou: "E o meu caso doutor, como fica?".
Olhei para aquela besta e respondi: "Não sou doutor, portanto, pare de puxar meu saco! O seu caso, seria melhor você parar de investir na autopromoção e procurar fazer o que é de direito. Assim a imprensa sairá do seu pé, mas vê se não faz nenhuma idiotice de usar os meios públicos para os prazeres particulares".

Assim, aquelas duas antas saíram do meu escritório...
Frutinha demitiu todos os comissionados da gestão anterior, deixando apenas uma amiga que estava com depressão. Ele foi solidário.  Já Anacleto, por mais que tentou, não conseguiu seguir minha orientação. Ele adorava massagear o próprio ego.


A besta, três anos mais tarde, foi assistir a Copa de 1962 no Chile. Para a sorte dele, naquele ano, o Brasil foi “Bicampeão do Mundo”. O que fez com que a população não se preocupasse com os meios que ele usou para ter ido lá. 
Poesias & Crônicas de Márcio Nato