“Lua testemunha tão vulgar” ou nós que fomos bisbilhoteiros?

Ela certamente não era a lua azul da cidade americana de Kentucky que inspirou o cantor e compositor Bill Monroe , em 1946, a escrever a hit country “Blue Moon of Kentucky” – música que se tornou um ícone e foi imortalizada, pela gravação de 1956, na voz Elvis Presley.

Creio também, que não foi ela quem inspirou Richard Rodgers e Lorenz Hart, em 1934, a escrever “Blue Moon” – outra raridade melódica e um sucesso estrondoso – gravada por inúmeros cantores inclusive, também, foi timbrada com a voz do Rei do Rock em 1956.

Essa lua que inspirou esses compositores deve ser a mais brilhante nas noites mais escuras, ou seja, a lua cheia.

Porém, a que encantou os brasileiros na noite deste último domingo (08), ao surgir no céu do nosso país, foi uma tímida e sorridente lua crescente.  Ontem, pudemos ver ao alto uma lua, às vezes, prateada e outrora dourada brilhando no céu.

Talvez, a explicação para essas oscilações de brilho fosse porque o planeta Vénus apareceu, ao lado do satélite natural da terra, lançando “altas paqueras” a dama mais linda da natureza criada por Deus.

Fiquei, por cinco minutos, admirando o espetáculo e pude ver que a lua crescente estampava, naquele céu escuro e sombrio, um sorriso sem igual por está ali na companhia de Vénus.

Diferente do que estamos acostumados a ver nas noites de luar – uma lua solitária e triste no céu – desta vez, contemplamos uma lua acompanhada e feliz na imensidão da escuridão do infinito.
Em algum lugar do Brasil, ela (a Lua) – que exercer um poder mágico em unir casais e testemunhar o amor – deve ter feito muitos corações tristonhos se unirem.

No oposto da letra da música “Aquele Beijo que te dei”, gravada por Roberto Carlos, em 1965, e composta por Edson Ribeiro, a qual em uma frase diz, “Lua testemunha tão vulgar”. A lua de ontem, esbanjou graciosidade e classe. Ela não era e não foi, em nenhum instante, vulgar... Ela estava linda e exuberante, mostrando para quem quisesse ver todo o seu fulgor!


Podemos dizer que sim, ela testemunhou muitas coisas. Mas tudo com muita elegância e beleza, acompanhada de seu pretendente Vénus. A lua crescente, da noite passada, trouxe alegria e encheu de amor os milhões de “bisbilhoteiros” que puderam assistir com destaque e louvor a noite de luar, da própria lua.

 Por: Márcio Nato
Foto: Heliton Batista

Poesias & Crônicas de Márcio Nato