O melhor mesmo é ser legal

Sempre me dou muito mal, por ser um cara legal.

Talvez eu fizesse mais sucesso se eu fosse um cara ruim, leviano, maldoso e de pau! Mas isso, não seria nada moral e nem tão pouco genial. Desta forma, eu seria um sério candidato a marginal. E desse jeito, eu não quero ser o "Tal". Não, nani-na-não...

Já levei a culpa, sem nada ter feito, por andar com gente sem sal. E, por causa disto, até perdi o meu presente de Natal. Mas eu não vou admitir – jamais – que, essa gente me tire o bom astral.

Uma vez, para livrar um amigo de uma fria brutal, cheguei a imitar o Sidney Magal. Naquele dia, cantei e dancei o ritmo da lambada. Porém, no outro amanhecer, tive que tomar muito Sonrisal.

Quando frio chega a Curitiba – e isso é uma coisa que parece nunca querer ir embora – para os meus lábios não racharem, eu tenho que passar muita manteiga de cacau.

Já no caminho para redação do jornal aproveito o pouco tempo que tenho, para brincar com o cachorrinho do vizinho chamado Catatau.
Adoro o latidinho dele, fininho e cheio de manha, falando comigo na linguagem do "au au". Acho bonito e encantador os pulos e os giros que ele dá, totalmente fora do normal.

Nunca votei em Beto Richa, Sergio Cabral, FHC ou PSDB em Geral, Se algum dia você souber que fiz isso, por favor, leve-me ao hospital para fazer um exame cerebral.

Adoro escovar meus dentes com o meu novo creme dental, ele tem um sabor de menta e cheira um aroma natural.

Penteio o meu cabelo, com um gel que considero colossal. Ele dá um aspecto impressionante no meu topete que acho magistral.

Gosto de pegar o meu violão, antes de dormir, e fazer um bom musical. Eu sei que, quando saio na rua, muita gente olha o meu visual.

Só para que fique registrado, eu detesto e não suporto alguém que maltrate o mais simples e singelo animal. Sem dúvida alguma, considero essa pessoa um ser banal.

Em fim, é melhor quebrar a cara, se dar mal, sendo um cara legal, do que ter mil coisas e viver a vida sendo um cara mau.

www.facebook.com/marcionato

Poesias & Crônicas de Márcio Nato