O Senhor Solitário...

Olá, boa noite! Eu sou o senhor solitário, eu ando nas ruas sem ninguém ao meu lado. Ando sempre sozinho e sem olhar para os lados, isso é porque eu sou o senhor solitário.

Não tenho um ombro amigo para recostar, ou braços quentes para me abraçar quando os meus dias forem de tristes invernos. Sou o senhor solitário...

Não tenho com quem conversar, ou quem venha me visitar, minhas noites são mais longas do que as das outras pessoas. Enquanto elas dormem, eu conto estrelas da janela do meu quarto - vejo cometas e estrelas cadentes, tudo da janela do meu quarto. Eu sou o senhor solitário.

Ando de um lado pro dentro de casa, já fiz até uma trilha de tanto passar no mesmo lugar, toco violão e canto canções, por um momento, pelas notas da canção sinto a emoção da companhia. Mas logo passa, quando a musica termina e eu voto a ser o senhor solitário.

Para esquecer a dor no peito dirijo sem direção, ouço músicas do Elvis, Rebanhão, Paulo Sérgio e até Roberto. E, pelo caminho até arrisco cantar uma canção. "As rodas do meu carro no asfalto a deslizar, as minhas mãos tremendo no volante a vacilar e o rádio diz numa canção de amor que...", eu sou o senhor solitário.

Como noite sem estrelas e com as estrelas se apagando assim, aos poucos, eu também irei desparecer. Então, poucas pessoas se lembraram que: eu fui o senhor solitário.

Márcio Nato

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Poesias & Crônicas de Márcio Nato