Se meu Monza Falasse...

Olá amigos! Tudo bem com vocês? Essa é mais uma das minhas histórias com o meu Monza Tubarão.

Estava eu, em janeiro deste ano, nas ruas de São Paulo, trafegando tranquilamente com o meu Tutu, próximo da Rodoviária do Tietê – nós deveríamos estar numa velocidade uns 60 Kmh, dirigíamos com muita cautela e cuidado, pois não conhecíamos bem o local.

Como eu disse na história anterior, sou meio doido e costumo a conversar com o meu Monza. Ah, se ele pudesse falar...

Então, ao entrar no Rodoanel, se não me falha a memória, falei com o Tutu:__ Tutu melhor entrar com cuidado nessa pista, embora a preferência seja nossa, há muitos acidentes bobos nas ruas de São Paulo.  Isso deveria ser já próximo das 23 horas, de uma noite do mês de janeiro.

O Tutu parece que me entendeu. Imaginem que, antes de entrar na rodovia, do nada, ele apagou! Por um instante me assustei, girei a chave e o coloquei em pleno funcionamento outra vez. Mas o incrível dessa história é que, um motorista com um Escort e o outro de um Pálio se pegaram e acabando indo de encontro a rua de acesso que eu ia entrar. Ou seja, se o Tutu não tivesse apagado o motor, mesmo eu entrando em velocidade reduzida, os dois carros poderiam machucar a mim e ao Tutu.

No entanto, a história não acaba aqui. Assim que eu e o Tutu vimos aquele show de barbeiragem, logo que nos entramos na rua de acesso, eis que um cidadão com uma Brasília, que não era amarela, perdeu o controle da direção e quase veio em cima de nós.

Percebendo que o homem estava sem o controle do veículo que conduzia, aproveitando que a pista para nós estava vazia, acelerei o Tutu e ele respondeu de imediato com possante motor 2.0. Então, saímos da reta daquela Brasília desgovernada que acabou parando no alambrado.

Olhei para o Tutu e falei:__ É Tutu... Saímos de duas hoje, não é meu caro?
Fico querendo saber, até hoje, o que ele poderia me dizer...

Ah! Se meu Monza falasse....  


Márcio Nato
Poesias & Crônicas de Márcio Nato