"Eu confundo as chuvas com as minhas memórias..."

Gostaria de ver, mais uma vez, antes de a escuridão tomar meus olhos, aquele céu azul com uns pequenos detalhes de nuvem branca enfeitando a amplidão.
Seria bom se as águas levassem para longe as memórias ruins e apagassem de meu peito todas as marcas das desilusões. Imaginem, seria super legal se elas levassem para o longe tudo aquilo que aflige o meu frágil coração.

Não posso reclamar do agora, nem tão pouco culpar alguém. Eu apenas quero seguir o meu caminho, eu vou seguir o meu caminho... Não sei para onde vai me levar e nem onde vou parar, mas eu preciso seguir...

Eu só sei que, quando a festa acabar o "maluco sou eu".
Vou continuar confundindo as chuvas com as minhas memórias, embargando as palavras que saem da minha boca, bebendo a lágrima salgada que escorre pela minha face.
Até enquanto a vela estiver acesa, vou continuar... Depois?  Depois é depois. Aí, já não importa mais.

"Se chorei ou se sorrir, o importante é que emoções eu vivi". Algumas, claro, não queria jamais ter vivido, eu não sou masoquista. Mas as vivi e permanece a lição: Não seja burro, não erre duas vezes!

Por agora, vou continuar confundindo a chuva com as minhas memorias....

Poesias & Crônicas de Márcio Nato