Joia rara

A vida que levamos é uma vida que, muitas das vezes, indica insanidade de sentimentos, torturas incontáveis de nossa pobre alma. Porém, ela não foi projetada para nos trazer tanta dor e sofrimento, nem para magoar-nos também. Não, nada disso... A Vida não era para ser insana ou torturante. Não era para existir desilusões ou fracassos no amor, e nem tão pouco lágrimas nos olhos de alguém devido ao adeus da despedida...

Mas o mundo, que um dia foi criado tão bonito e sem imperfeições, se tornou imperfeito e cheio de tropeços... E, é ele quem nos oferece ligeiramente os seus tormentos, ciladas, dores e remorsos...
É ele quem, como um arco bem esticado, lança suas flechas. Flechas que vem em nosso encontro numa velocidade estrondosa.

Essas flechadas chegam quando menos esperamos. E elas destroem os nossos sonhos, planos e até mesmo, na maioria das vezes, a vontade de viver...

Nos culpamos muitas e muitas vezes por decisões e atitudes incertas. Mas quem é que nunca errou neste planeta? Quem é que nunca chorou, ou se machucou? E, ainda quem sabe, quem é que nunca machucou alguém, ou saiu machucado de uma história mesmo sem querer?

Todos nós cometemos erros... Isso é um fato!

Uns cometem erros menores, outros maiores, e uns... deixa pra lá...

Eu sei que, muitos corações feridos e espedaçados andam tateando no escuro, buscando uma luz para se iluminar e, quem sabe, as feridas de um passado recente, ou, ainda, muito distante e sombrio apagar.

Já, outros corações não querem nem mais papo com esse tal de "amar". E eu compreendo perfeitamente a dor alheia...

Porém eu te digo, abra a porta e deixe a esperança entrar! Dê uma chance para si mesmo. Não julgue um por todos! Se você se der essa oportunidade, o amor vai nascer outra vez como uma rosa, linda e vermelha, no jardim do ser. Assim, você poderá encontrar um pouco da felicidade que nos foi tirada... Ah, felicidade...

Eu digo para mim mesmo: __ Ainda que o sol não aqueça mais os meus dias, e que as estrelas não brilhem mais na amplidão, ou que a lua não mais enobreça as minhas noites, eu vou esperar que o amor possa surgir no jardim árido do interior do meu peito. Só assim eu saberei que, valeu a pena esperar pela Joia rara lapidada pelos raios do mais puro luar, que Deus preparou para mim.
Poesias & Crônicas de Márcio Nato