Um Órgão Chamado Coração II


Um dia a gente aprende que o coração é o órgão mais enganoso que existe em nosso corpo. a gente entende que nem tudo que ele quer é o certo, ou o caminho mais brilhante a seguir. Pois é, o coração confunde a cabeça, os sentimentos e interfere de maneira poderosa em nosso modo de agir.
Ele faz com que, muitas vezes, deixemos de realizar um simples em busca do mais difícil.  É, as maiores patetices, ou as coisas mais grandiosas e quem sabe as mais simples e nobres.

Quem é que tem a proeza e a destreza para conseguir controlar sem falhas esse órgão chamado coração?  Não há nesse mundo um ser humano com poderes suficiente para poder domá-lo.  Por mais que tentemos, uma hora ou outra, acabamos por cedendo.  

Nem a lua, nem o sol e nem as estrelas, são capazes de iluminar com tanta precisão esse órgão chamado coração. Nem todos os atros são capazes de iluminá-lo, nos dias mais sombrios, pois, nos dias de tristeza, ele se recolhe de uma forma tal, que é quase impossível encontrá-lo.

Ele apronta e desaponta, cria e nos mete em confusão. E, se a gente não cuidar, acaba caindo em depressão.  Ele é impulsivo, teimoso e às vezes agressivo. O órgãozinho para dar trabalho...
Mas sem ele a gente não saberia o que também são as coisas boas da vida.  As decepções e amarguras, são sentimentos muito pequenos comparado a todas plenitude emocionais que o nosso órgão chamado coração nos pode proporcionar.

O que a gente realmente precisa fazer é cuidar, cuidar muito bem desse coração. E assim, evitar que ele se meta e nos meta em grande e tremenda ilusões, decepções e por que não dizer: Confusão.

 
Poesias & Crônicas de Márcio Nato