Eu choro

O meu único e genuíno problema é ser fidedigno demais com tuto e com todos. Isso, aprendi com o meu saudoso pai. Com ele, um senhor que nunca se sentou num banco de escola, aprendi a honrar e cumprir veementemente com a minha palavra... Pois, por mais que se queira, esse tipo de coisa não se aprende nas escolas ou institutos de educação. Isso é algo que, só admirando muito quem te ama e amando muito quem te cuida é que você é capaz de absorver.

Meu saudoso pai não sabia ler e nem escrever, nem o próprio nome o meu senhor sabia assinar.... Porém,no entanto, ele sabia como ninguém encucar na cabeça de seus filhos os reais e verdadeiros valores morais, éticos para que pudéssemos levar em nosso ser para toda vida.
Eu choro quando, infelizmente, neste mundo tenho que lhe dar com pessoas incapazes de assumir suas responsabilidades. Choro quando me deparo com gente mentirosa, choro quando percebo que fui traído, choro quando vejo gente fofoqueira destruindo vidas alheias. Choro, choro por fora, mas choro muito mais por dentro ao ver a podridão do mundo que eu vivo. Às vezes me pergunto, o que que ainda estou fazendo aqui? Não que eu seja melhor do que ninguém, eu sou só diferente.
Chego até dar graças a Deus por meu pai não estar mais aqui para ser testemunha da degradação humana... Meu pai também, não era melhor do que ninguém. Ele era só diferente... E filho de peixe, ainda que "adotado", peixinho é.
Eu sei que não vou mudar o mundo, mas eu também não vou deixar esse mundo podre me mudar. Não vou deixar que os respingos podres da falsidade, da maldade e da mentira sujem o meu caráter.
Como qualquer outro ser humano cometo erros e acertos. No entanto, da melhor maneira possível, tento corrigi-los sem nunca, jamais, deixar alguém a deriva.
Eu choro com a injustiça, eu choro com a falta de hombridade das pessoas, eu choro pela falta de consideração, choro pela falta de amizade sincera, choro, choro, choro e me entristeço. Pois, eu não estou acostumado com isso...

Poesias & Crônicas de Márcio Nato