Não há mais nada em meu peito

Se um quadro retrata mil palavras, por que não posso eu retratar você?
Se fosse possível lançar ao mar mil navios, para onde é, e quando todos partiriam?

Se um homem pudesse estar em dois lugares ao mesmo tempo, eu, certamente, estaria com você.
Não há nada mais que nos possa impedir de prosseguir.
Márcio Nato

Não há nada mais belo, nem mais esplêndido do que o alvorecer da aurora. O vento e o sol beijam e cariciam um dia incomum, a lua e as estrelas beijam com suavidade a noite que chega.

Se o poeta pode pegar a caneta e escrever belos sentimentos sobre uma rosa, por que não posso eu, com um lápis de cera, detalhar meticulosamente o brilho de teus olhos? E, se ele pode pegar o lápis e descrever a beleza da natureza, por que não posso eu pegar um pincel e num quadro desenhar com carinho toda formosura do seu rosto e o esplendor de seu sorriso?

Não há nada mais em meu peito, há não ser os vestígios de um velho coração empoeirado que ainda insiste em bater na esperança de ser amparado...

Poesias & Crônicas de Márcio Nato