A Rapoza



Essa história que vou contar já é um tanto conhecida por parte das pessoas no mundo inteiro, mas, mesmo assim, quero contar para ver se conseguimos perceber algo de diferente, no decorrer do contexto...


"Um lenhador acordava às seis horas da manhã, trabalhava o dia inteiro cortando lenha e só parava tarde da noite. Tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.

Todos os dias, ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho. Todas as noites, ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.

Seus vizinhos, entretanto, alertavam-no de que a raposa era um bicho, um animal selvagem e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome, comeria a criança.

O lenhador respondia aos vizinhos que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso.

Os vizinhos insistiam com ele: Abra os olhos, a raposa vai comer seu filho! Quando sentir fome, comê-lo-á!

Um dia, o lenhador, muito exausto do trabalho e já cansado desses comentários, ao chegar à casa, viu a raposa sorrindo, como sempre, mas com a boca ensanguentada! Suou frio e, sem pensar duas vezes, acertou o machado na cabeça do animal.

Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou seu filho no berço, dormindo tranquilamente. Ao lado do berço, havia uma cobra morta!

O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos".

Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito dele. Essa história nos mostra o quanto pessoas negativas podem influenciar e consequentemente acabar com a vida de alguém. Nesse caso o lenhador, agindo pela emoção acabou por matar o animal de estimação que defendera o filho. 

Intrigas e fofocas levam ao declínio histórias de vidas que poderiam ser fantásticas. Pessoas de mente e coração ruins, assassinam com a língua vidas inocentes.  Matam com a inveja a felicidade alheia. Destroem com o ódio da contenda, um campo que outrora era bem florido... 

Portanto, siga seu caminho e não se deixe influenciar. Principalmente, nunca tome decisões precipitadas.
 

Poesias & Crônicas de Márcio Nato